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LÚCIO FLÁVIO




 
 

Sábado, 22/12/2018, às 06:00

100 anos de tradição

Existem muito poucas instituições centenárias em Tubarão, afora, naturalmente, a Prefeitura, a Câmara de Vereadores e a Comarca. A Igreja Católica, com a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, que depois virou a Catedral, sede da Diocese; a Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina, depois privatizada; o Hospital Nossa Senhora da Conceição; o Colégio São José; a Sociedade Musical Lira Tubaronense, o Clube 7 de Julho e o nosso Leão do Sul, Hercílio Luz Futebol Clube, que chega ao seu centenário nesse sábado, 22. Essas instituições que atravessaram o século de existência representam nossa cidade nas diversas áreas – saúde, educação, economia, religião, cultura e esporte.

Foi dessa forma que iniciei um artigo que escrevi para o livro “Arquibancada Vermelha e Branca – Cem anos de história”. O livro comemora o centenário hercilista, com artigos escritos pelos mais diversos representantes da comunidade e organizado pela escritora Miryan Maier Nunes, e foi lançado nesta quinta-feira, no Clube 7 de Julho. No meu caso, coube retratar a participação que o Diário do Sul teve na história do Hercílio Luz. Lançado em 1994, ano em que o Hercílio conquistaria o acesso para voltar à primeira divisão catarinense, o DS acompanha um quarto da trajetória centenária do Leão do Sul, o terceiro clube mais antigo do Estado. Já no final do ano seguinte houve a união com o maior rival, formando o Tubarão FC. O Estádio Aníbal Costa era a casa do Tubarão, time que uniria a cidade, e que acabou ficando pequeno para receber a torcida unida em torno do novo clube, a partir dos resultados alcançados.

Por isso, quando o DS completou cinco anos de fundação, em 1999, promoveu um jantar no Clube 7, onde reuniu cerca de 500 empresários e aproveitou-se, então, para lançar o que o  jornal chamou de “Campanha do cimento”, com o objetivo de arrecadar sacas de cimento para a ampliação das arquibancadas do Estádio Aníbal Costa. Durante o evento, foi apresentada num telão uma maquete apresentando as novas arquibancadas, que seriam construídas, o que motivou as doações naquela mesma noite e permitiu ao Hercílio Luz dar a arrancada necessária para a ampliação do estádio e construir toda a arquibancada descoberta.

O contrato de união dos dois times tubaronenses previa que o Hercílio Luz cederia o Estádio Aníbal Costa para uso do Tubarão, em troca do pagamento de dívidas que o Hercílio, então, possuía. Como o Tubarão não pagou a dívida hercilista, o contrato foi desfeito em 2005 e os clubes acabaram se separando. O Hercílio retornou aos gramados em 2007, disputando o campeonato da Liga Tubaronense de Futebol. No ano seguinte, voltaria ao futebol profissional, participando da Segunda Divisão do Catarinense, então chamada Divisão Especial. Foram anos seguidos de reestruturação, até chegar novamente ao acesso, em 2017, o que possibilitou ao Leão do Sul voltar à primeira divisão do Campeonato Catarinense no ano do seu centenário.

Toda essa trajetória, resumida aqui, foi detalhadamente escrita nas páginas do DS no último quarto de século. Especialmente esse ano do centenário, com a vaga para a Série D do Campeonato Brasileiro do ano que vem e a bela campanha na Copa Santa Catarina. Em maio, o Hercílio vendeu a área do Estádio Aníbal Costa, e pôde finalmente quitar suas dívidas, que se arrastavam há anos. A diretoria negocia a compra de uma nova área, mais afastada do Centro da cidade. Toda a arquibancada descoberta, que é pré-moldada, e foi construída a partir da campanha do cimento lançada pelo DS, quase 20 anos atrás, poderá ser desmontada e levada para a nova área, onde o Hercílio Luz continuará a sua vitoriosa trajetória. E com o Diário do Sul registrando para a história todas as conquistas do clube.




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