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LÚCIO FLÁVIO




 
 

Sábado, 15/12/2018, às 06:00

Tempo de ser grato

Gratidão. Final do ano é a época que mais se ouve falar nessa palavra. Normalmente, porque dezembro é um mês propício para se fazer um balanço do ano que está chegando ao final. E se chegamos até aqui, com todas as dificuldades do caminho, certamente é porque contamos com a ajuda de muita gente, em menor ou maior grau. Nada mais justo, portanto, que sejamos gratos -- esse sentimento tão nobre quanto raro, nos dias atuais.

Nesses últimos dias, falou-se em gratidão mais do que estávamos habituados. Foi porque tivemos eleição nesse ano, e cobrou-se muito, nas últimas semanas, que o governador eleito Carlos Moisés nomeasse Lucas Esmeraldino para alguma secretaria importante em seu governo. Seria uma enorme ingratidão do comandante Moisés se ele deixasse Lucas fora do governo. Lucas montou um partido do zero e acreditou antes de todos num projeto político que fez história também aqui no Estado, culminando na eleição de Moisés.

A política é uma das áreas onde a ingratidão é praticamente a regra. Políticos trocam de partido sem o menor constrangimento, conforme seus interesses. Votam contra as orientações do seu partido, ou contra o desejo da maioria dos seus eleitores. Não deixa de ser curioso que numa área onde haja tantos ingratos, cobrou-se de um político eleito que ele fosse grato para com um seu correligionário. E que ele tenha, por fim, cedido às pressões. É um bom sinal.


Ingratidão com SC
Para ficar na política e suas ingratidões, tome-se o exemplo do presidente diplomado Jair Bolsonaro, do mesmo PSL do governador eleito. No primeiro turno, Bolsonaro obteve no Estado a maior votação proporcional do Brasil. No segundo turno, perdemos apenas para o Acre, no apoio ao capitão, e fomos um dos três estados que elegeu um governador do PSL. Definidos 22 ministros, Santa Catarina não emplacou um nome sequer entre eles. Teremos representantes apenas do segundo escalão para baixo -- incluindo aí a Secretaria de Pesca, anunciada na quarta-feira. Um dia antes, Moisés precisou reivindicar ao próprio Bolsonaro alguma participação política do Estado em Brasília. É um mau sinal.

Eleitores sem memória
Falei dos políticos ingratos mas é preciso destacar também que a maioria dos eleitores é de uma ingratidão de dar dó. Muito político honesto e trabalhador não se reelegeu na última eleição. Essa onda de mudar “tudo que está aí” fez com que acabássemos trocando políticos com uma história de luta em favor do nosso Estado e da nossa região por pessoas sem um trabalho comprovado. Resta torcer para que dê certo. Até porque se der errado, perdemos todos nós.




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