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LÚCIO FLÁVIO




 
 

Sábado, 10/02/2018, às 06:00

Despesa e investimento

Tive um professor que me ensinou, certa vez, que um bom gestor financeiro deve ter duas obsessões: aumentar a receita e diminuir a despesa. Lembrei disso mais uma vez quando li alguns comentários, dias atrás, de pessoas discordando que se use dinheiro público nos festejos do carnaval. Num país com tantas carências, de fato, é muito convincente o argumento de que se deve usar os recursos primeiramente nas áreas mais prioritárias, tais como saúde, segurança e educação. Mas não é correto dizer que outras áreas, como esporte e cultura, por exemplo, não mereçam ser atendidas.

Não se pode esquecer a diferença entre despesa e investimento. Quando a administração pública investe no esporte, por exemplo, significa que ela diminuirá o gasto na saúde e inclusive na segurança, se pensarmos que jovens que praticam esporte se mantêm saudáveis e longe de vícios e más companhias. Da mesma forma, quando investe na decoração natalina, o comércio vende mais, e mais impostos são recolhidos para a municipalidade. Os recursos investidos no carnaval, igualmente, retornam para os cofres públicos sob a forma de impostos que serão pagos pelos comerciantes.

Por isso, é de se lamentar que alguns de nossos prefeitos ainda não tenham enxergado o carnaval como um investimento a ser feito, para movimentar a economia da cidade numa época já tão parada normalmente. E se deve valorizar a atitude do prefeito de Braço do Norte, Beto Kuerten Marcelino, que trouxe o carnaval de volta para seu município, levando milhares de pessoas para uma festa alegre e organizada nas ruas, como se vê na foto abaixo. Fez a alegria de comerciantes e dos moradores. Resgatou a tradição do carnaval de rua, fez o dinheiro girar no município e ainda comemorou fazendo parte da bateria de uma escola de samba. Deu uma aula de administração que orgulharia aquele meu sábio professor.


A parte sensível

Aumentar a receita e diminuir a despesa parece óbvio para quem gerencia qualquer orçamento, mas na administração pública quem tenta seguir essa receita, muitas vezes, leva de brinde uma impopularidade danada também. Basta perceber que nos últimos dias os assuntos dominantes, com todas as críticas que trazem consigo, são a Reforma da Previdência, no âmbito federal, para diminuir a despesa, e o aumento do IPTU, em nossa paróquia, para aumentar a receita. Não se diz que o bolso é a parte mais sensível do corpo humano?

Reparo
Leitores atentos perceberam um erro na coluna intitulada “Uma cidade dividida”. A Vila dos Engenheiros servia, é claro, para abrigar os engenheiros da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e não os da Rede Ferroviária Federal, como acabei informando equivocadamente.




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