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LÚCIO FLÁVIO




 
 

Sábado, 15/07/2017, às 06:00

O país da incompetência

Falei aqui semana passada sobre os 147 anos que esperamos pela conclusão da Ferrovia Litorânea. Obra que teve a licença expedida em 1870, pelo governo imperial, e que é símbolo da incompetência que joga o país nesse atraso típico de terceiro mundo. É a mais antiga, mas é só mais uma no meio de inúmeras outras obras públicas que começam mas não terminam, ou levam anos para sua conclusão. Todo mundo sabe quando começa uma obra. Aparece político de tudo quanto é partido. Soltam foguetes, fazem discursos empolgados. Depois, é um tal de atraso por culpa da chuva, da greve, da falta de planejamento, da mudança de governo, de licença ambiental, por causa dos índios, por causa de perereca e o que mais aparecer de bicho que possa estar em risco de extinção. Sem falar que isso provoca os tais aditivos, que encarecem as obras e são propícios a esquemas de todos os tipos, como apontaram várias delações premiadas. O fato é que a burrice e a incompetência deveriam ser alvos de uma operação similar à Lava Jato, porque não é apenas a corrupção que afunda o Brasil nesse atoleiro. A incompetência de nossos órgãos governamentais custa tão caro ao país quanto essa corrupção generalizada que está sendo descortinada.

Sem inauguração
A ponte de Congonhas é um exemplo clássico de obra que demorou vários anos, custou o dobro do preço inicial e teve clara falta de planejamento. Foi tão vergonhoso que ninguém quis fazer inauguração da obra. E a rodovia Ivane Fretta? Alguém arrisca dizer quando fica pronta? Custará quanto a mais do que o previsto? E o Centro de Inovação, que está parado porque o projeto previa dimensões fora do padrão nacional para a instalação de esquadrias?

Obras inacabadas

A estrada que liga ao Farol, aquela vergonha que não termina nunca. A SC-390, que liga Tubarão a Orleans, e que deixaram um trecho sem asfalto em Pedras Grandes. É chover alguns dias e a rodovia é interditada, em Orleans, por conta dos desmoronamentos. Como não foi previsto isso na obra, e feitas as devidas contenções? E a Arena Multiuso, como inauguraram sem a devida pavimentação no entorno?

Sem prevenção alguma

A Barra do Camacho, que não está sendo dragada, é outro exemplo do descaso e falta de planejamento. Assim como o Rio Tubarão, cujo jornalista Rafael Matos contabiliza em sua coluna aqui no DS que já são quase 35 anos que esperamos por obras de dragagem. Não parece claro que será muito mais caro reparar os prejuízos se houver uma nova enchente?

Dá nada

Faltam as marginais da BR-101, entre o trevo do Ataliba e o trevo principal, que deveriam ter sido entregues com a duplicação. A Ponte de Laguna, que volta e meia está às escuras porque a prefeitura não quis pagar a conta da luz e fica por isso mesmo. Assim como a prefeitura de Capivari deve mais de R$ 15 milhões para a prefeitura de Tubarão por conta da água fornecida pela Tubarão Saneamento e vai levando assim, pois, como diriam os adolescentes, não dá nada. Mas deveria dar, afinal para que servem os órgãos de fiscalização, como o legislativo, tribunais de conta, ministério público?

Protesto
Fecho com a inspiração de Abraham Lincoln: “Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes”.




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