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MILTON ALVES




 
 

Quarta-feira, 12/06/2019, às 06:00

Um problema cíclico

O ex-vereador Dionísio Bressan Lemos, atual presidente da Cooperativa Agropecuária de Tubarão – Copagro afirmou ontem, na condição de expert sobre o assunto, que nada resta a ser feito no que tange ao alagamento das planícies do Congonhas, uma área enorme que continua sob expressiva lâmina d’água, apesar de as chuvas já terem cessado há vários dias. Segundo Dionísio, em afirmação feita em entrevista ao vivo concedida na manhã de ontem à Rádio Cidade, “as chuvas pararam, mas a água ainda não desceu totalmente”,  referindo-se ao forte volume de precipitação registrado durante quase uma semana em todos os rios que integram a bacia e que desaguam no Congonhas.

A cada 10 ou 15 anos
“Isso é cíclico. A cada dez ou 15 anos, quando acontecem chuvas muito intensas nessa bacia, as planícies do Congonhas ficam submersas por um bom tempo, causando prejuízos bastante significativos, principalmente aos rizicultores”, assinalou o também rizicultor, que já foi, inclusive, presidente estadual da Epagri. Aliás, foi na condição de presidente desta empresa estatal que Dionísio viabilizou anos atrás aquela que é considerada uma das principais obras do governo Amin na região: as comportas do Congonhas, um equipamento primordial no controle da salubridade das águas que são usadas para irrigar as fazendas plantadoras de arroz.   

Nem comporta, nem barra 
A manifestação de Dionísio no programa “Notícias da Cidade” se deu em virtude dos vários comentários feitos por ouvintes, através do aplicativo de WhatsApp da emissora, de que a persistência do alagamento das planícies – que, inclusive, continuam impedindo o tráfego de veículos entre Tubarão e Jaguaruna pela estrada de Congonhas – seriam fruto do bloqueio da Barra do Camacho ou do fechamento das comportas na foz do rio junto à lagoa de Garopaba do Sul. Ele deixou bem claro que as comportas estão abertas, e a Barra, nesse caso, se estivesse fechada, até colaboraria, pois, como estamos num período em que predomina mais o vento sul, as marés altas se transformariam num fator ainda mais complicado. Segundo ele, só resta ter paciência e aguardar que a natureza se encarregue de levar toda essa água para o mar.  

O bom rendimento 
Na visão do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, o tubaronense Lucas Esmeraldino, o resultado de janeiro a maio das exportações catarinenses pode ser creditado à diversidade e pujança da economia de nosso Estado, que responde ao atual momento com números superiores à média brasileira. Os números, sem dúvida, são bem promissores. De janeiro a maio, o Estado vendeu para o exterior um total de US$ 3,77 bilhões, o que representa um recorde em valores nominais para o período e um crescimento de 12,2% em relação aos mesmos meses de 2018. A importação também cresceu 12%, para um total de US$ 6,8 bilhões.

A Fiesc e os dados do ministério
Foi a própria Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) que se encarregou de compilar os números apresentados pelas planilhas do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Em relação aos produtos exportados pelo Estado de Santa Catarina, o principal destaque ficou com a venda de carne de aves e suína, que cresceu 70,9% e 37,4%, respectivamente. São justamente esses dois itens que respondem pela maior parte da pauta de exportação de nosso mercado, com participação de 24% e 7,8%, respectivamente.

Por unanimidade
Não dá pra se dizer, efetivamente, qual foi o efeito da mobilização via redes sociais, mas creio que tenha ajudado o governo nas negociações para receber apoio dos deputados e senadores que, na sessão conjunta do Congresso ontem, acabaram aprovando, por unanimidade, o crédito extra de R$ 248,9 bilhões aos cofres federais. Mais cedo, a proposta havia sido aprovada na Comissão Mista de Orçamento, após o governo fechar com a oposição um compromisso de repassar, pelo menos, R$ 1 bilhão às universidades federais. Aos poucos, as coisas vão se acalmando, e o governo, encontrando meios de botar o país nos eixos.




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