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MILTON ALVES




 
 

Quarta-feira, 05/06/2019, às 06:00

O sucesso inesperado

Não o conhecia pessoalmente. Acompanhava seu trabalho nas redes sociais ou na mídia, através das notícias que o destacaram nos últimos tempos. Cara a cara foi a primeira vez que fiz contato. Refiro-me a Davi Nascimento, o “menino do Humaitá”, filho de um operário da prefeitura, que estudou grande parte da sua vida no Caic, e que abandonou a carreira de músico para virar fotógrafo após sentir gosto pela arte fazendo books de suas filhas ainda pequeninas. E isso tudo nos últimos oito anos. Tendo o apoio da esposa Ana Cláudia Delpizzo, que o ajuda a administrar os negócios, e fazendo questão de passar conhecimento a dezenas de outros profissionais que o acompanham nos projetos país afora, Davi é hoje uma “celebridade” que fotografa celebridades, expert em cerimoniais de casamento e indicado por revistas especializadas nacionais e internacionais como um dos dois melhores fotógrafos dessa área no planeta.

A cidade como base
Amigo pessoal do colega de banca Nilton Veronesi, dedicou uma hora, aproximadamente, de sua terça-feira para conversar conosco no programa Notícias da Cidade, naquilo que definiu como “um olhar para a própria casa”, algo que descobriu ser necessário quando a carga de compromissos faz com que o profissional passe a viajar muito e fique boa parte do seu tempo longe das raízes. Esse é um dos traços de caráter que o domina, fazendo com que mantenha aqui toda a sua base profissional, apesar do sucesso que bateu à porta. A entrevista completa pode ser assistida em vídeo no portalgcr.com.br ou na página da Rádio Cidade FM no Facebook. Nela, talvez, Davi Nascimento exemplifique a razão do seu sucesso quando afirma que “eu não sou ninguém, apenas um prestador de serviços, e por isso preciso dar o meu melhor”.

Falta sintonia
Um tuitaço do presidente da Comissão Especial da reforma da previdência, Marcelo Ramos (PR), escancarou pela centésima nonagésima vez a dessintonia entre o governo e deputados e senadores que compõem a sua base no Congresso Nacional. No caso em questão, o amazonense não poupou críticas às prioridades estabelecidas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Pelo Twitter, disse que ele “não tem noção de prioridade e do que é importante para o país”. Referia-se ao fato de Bolsonaro ter ido à Câmara entregar a Rodrigo Maia o texto do projeto de lei que altera regras da CNH.

Maus motoristas
Na publicação, o deputado é ácido ao afirmar que, “enquanto estamos num seminário sobre reforma da previdência, ele vem apresentar PL que trata de aumentar pontos na carteira de maus motoristas”. A falta de sintonia a que me refiro nem se trata do ato em si, ou muito menos do juízo de valor emitido pelo deputado. Tanto o presidente tem o direito de querer transformar em lei o que prometeu em campanha quanto o deputado, considerado aliado, de dizer se acha correta, ou não, a intenção do governo. 

O elo da corrente
O problema está no momento e a forma usada pra fazê-lo. É preciso lembrar que, sob tiroteio constante, muitas vezes, o “fogo amigo” causa mais estragos do que o inimigo. Bem mais prático seria alguém ter alertado Bolsonaro de que não era a hora de apresentar mais uma pauta polêmica ao Congresso. É aí que penso que falta um elo na corrente, alguém que articule o meio-campo. É inadmissível que um governo encabeçado por dois deputados de carreira (ele próprio e Onyx Lorenzoni) e por vários militares da mais alta patente, dos quais se espera estratégia e ponderação, não saiba conviver com as mazelas do parlamento. Assim, fica fácil pra oposição bater.




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