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MILTON ALVES




 
 

Terça-feira, 04/06/2019, às 06:00

Bomba no colo dos outros

Disse isso na Rádio Cidade FM, e vou repetir aqui. Errou feio o ministro Luiz Henrique Mandetta ao jogar no colo dos secretários estaduais e municipais de Saúde a bomba de abrir uma campanha de vacinação ao público em geral, sem o suporte de doses necessárias para atender toda a demanda. Por mais que tenha sido plausível a ideia de se aproveitar as vacinas que sobraram dos grupos prioritários, era preciso abastecer os municípios para pelo menos suportar a procura que iria acontecer num primeiro momento, como se deu ontem.

Sobrou para os atendentes
Foi reclamação de tudo quanto é tipo: cidadão que teve que perder o dia de trabalho; outros que foram para o postinho às 6h ou 7h da manhã, e, lá chegando, não havia mais senhas; gente que correu vários pontos de atendimento pelas cidades e não conseguiu mais a vacina, e por aí vai. Só não tivemos conflitos maiores porque boa parte da população acabou entendendo que a culpa não era das secretarias municipais. Não adiantava, portanto, reclamar dos atendentes.

Que não se repita o erro
Faltou ao Ministério da Saúde, sejamos sinceros, um trabalho logístico, além de bom senso e racionalidade. Vou mais além: faltou, de fato, ao órgão e ao seu chefe não só se preparar para executar uma campanha global, mas também a coragem de assumir essa batata quente de abrir uma campanha sem doses suficientes para cumprir com seus objetivos. Municípios que lutaram para alcançar as metas dos grupos prioritários, como Tubarão, por exemplo, não mereciam ter passado pelo desgosto que passaram ontem, de ter que mandar adultos e crianças para casa sem serem atendidos. Que tudo seja diferente nas próximas. 

Mais engenheiros 
Havia tempo que não se via o governo do Estado reestruturar seus quadros efetivos em cargos de caráter eminentemente técnicos, como na engenharia para a infraestrutura, por exemplo. Mesmo que defenda o enxugamento da máquina pública, não posso deixar de admitir que em certas áreas estratégicas – e a fiscalização de obras é uma delas – o Estado precisa estar preparado para executar o que lhe cabe, seja naquilo que é desenvolvido por si próprio, através de secretarias ou órgãos, ou tudo o que for contratado junto a terceiros.

Aprovados em concurso
Por isso, vi com bons olhos a informação de que o governador Carlos Moisés (PSL) anunciou ontem que o quadro de engenheiros do governo do Estado vai ganhar reforço. A chamada de 37 profissionais aprovados em concurso público para a secretaria de Estado da Infraestrutura é, sem dúvida, uma medida importante e necessária, porque, desses, ao menos 16 devem atuar nas coordenadorias regionais, com a principal atribuição de fiscalizar obras públicas. Com a iniciativa, o governo pretende garantir mais agilidade no andamento das obras, além, é claro, de priorizar uma melhor aplicação dos recursos destinados.

Companhias aéreas
Como não custa sonhar, por que não ficar esperançoso com a notícia anunciada ontem pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas? Após um encontro com empreendedores espanhóis que ganharam concessões de aeroportos do Nordeste, ele anunciou esperar que três ou quatro aéreas internacionais de aviação doméstica cheguem ao país nos próximos meses. A espanhola Air Europa foi a primeira companhia a anunciar a vinda ao Brasil, depois da aprovação da medida provisória, no Congresso, que permitiu a empresas estrangeiras atuarem no mercado doméstico.

Jaguaruna aguarda
Segundo o ministro, existem mais empresas interessadas em entrar no mercado nacional, com tratativas interessantes, bastante avançadas, e algumas de baixo custo. Destaca-se que o nosso regional Humberto Ghizzo Bortoluzzi está preparado para receber novas companhias. Freitas disse também que o governo desistiu da fusão entre as agências regulatórias de transportes terrestres e transportes aquaviários. “Há uma preocupação do mercado que é legítima, principalmente no setor portuário e setor de navegação, um medo de um setor engolir o outro, e a gente acabe tendo o enfraquecimento na parte de regulação”, disse o ministro.




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