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MILTON ALVES




 
 

Quarta-feira, 29/05/2019, às 06:00

Voos mais altos

Aproveitando o Fórum PPPs e Concessões, evento da Revista Exame, que aconteceu ontem em São Paulo, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), lançou o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI-SC), liderado pela SCPar. O objetivo é atrair empresas interessadas em investir no Estado e melhorar a infraestrutura e os serviços oferecidos à população. Organizado pela Exame em parceria com a Hiria, o evento reuniu dez governadores em três sessões na sede da Amcham, objetivando dar um panorama do avanço desses projetos em meio à situação fiscal difícil dos estados.

Começando do zero
Quem também se fez presente ao evento foi Tarcísio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro. Durante sua manifestação, Carlos Moisés disse que Santa Catarina está “começando do zero”, pois a empresa responsável pelo tema simplesmente não estava atuando. A carteira de projetos do PPI-SC inclui arrendamento portuário, ativos imobiliários, equipamentos turísticos, parques tecnológicos e centros de inovação. Para Gustavo Salvador Pereira, presidente da SCPar, que ficará responsável por tocar o programa, o evento de ontem foi o momento ideal para dar o início à aproximação com potenciais parceiros.

Alertas na TV
Não sei se o amigo leitor, assinante da TV paga, já percebeu que temos recebido alertas da Defesa Civil nos televisores. A iniciativa, que está funcionando desde o último dia 20, é um projeto-piloto para os estados de Santa Catarina e Paraná, desenvolvido por meio de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Regional e a Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel. Trata-se de um complemento ao envio de notificações através do SMS a celulares com CEP cadastrado junto à Defesa Civil, apesar que no caso das informações pela televisão o usuário não precisa de cadastro algum. Os alertas aparecem a todos, avisando de fenômenos naturais que podem trazer riscos à população, como enchentes, alagamentos, deslizamentos e vendavais. A previsão é que a iniciativa se espalhe por todo o país até o fim do ano, de forma gradativa.

As testemunhas de defesa
Chama a atenção a revelação de que o agora considerado inimputável, Adélio Bispo dos Santos, o militante esquerdista que no ano passado tentou matar o então candidato a presidente, Jair Bolsonaro, buscou através de seus advogados arrolar como testemunhas de defesa o ex-presidente Lula, a deputada petista Maria do Rosário, o ex-deputado Jean Wyllys, o jornalista Reinaldo Azevedo e a cantora Preta Gil. Conforme destaca o site O Antagonista, o objetivo era mostrar que o comportamento do atual presidente - criticado por todas essas testemunhas - teria contribuído para o atentado, motivando Adélio a praticar o crime.

Foi o Ministério Público
Antes mesmo da decisão do juiz federal, que considerou Adélio inimputável, a Justiça já havia afastado a hipótese de chamar os arrolados pela defesa para testemunhar a favor do réu, e essas convocações foram rejeitadas a pedido do próprio Ministério Público, que apontou que nenhum dos indicados presenciou o fato nem teve contato prévio com o agressor. Para o procurador Marcelo Medina, além de não ser embasado em nenhuma razoabilidade, o testemunho dessa gente só daria um ar ainda mais sensacionalista ao processo, o que possivelmente resultaria em novas ofensas à vítima.

O universo dos loucos
Deixando o politicamente correto de lado, destaco que antigamente chamávamos gente como Adélio de “louco” e, se levarmos em conta o rol dos listados como testemunhas, até que seus advogados não escolheram mal quando tentaram levar para o contexto tipos como Lula, Maria do Rosário e Jean Wyllys. O ex-presidente já chegou a se comparar a Jesus; Maria do Rosário adora trombar com desafetos para acusá-los de agressão, e Jean Wyllys foi embora do país porque se dizia ameaçado de morte por um algoz que até hoje não se sabe de quem se trata, e qual tipo de ameaça foi. É óbvio que entre mitômanos, paranoicos e esquizofrênicos, Adélio sempre se deu bem.




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