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MILTON ALVES




 
 

Quarta-feira, 22/05/2019, às 06:00

Tomar as ruas

Ontem, falei aqui sobre o povo “tomar as ruas” em defesa das reformas, pacote anticrime, Lava Toga, Coaf com Moro e outras medidas mais que estão emperradas no Congresso Nacional, bem como em repúdio a certas decisões parlamentares e de setores do Judiciário. O movimento não é sólido, está dividido, tanto entre deputados e senadores que defendem as alterações propostas como entre os movimentos que nos últimos anos foram os protagonistas dos grandes eventos de rua, como MBL, Vem Pra Rua e outros. Aliás, os movimentos nem vão participar, pois sabem que essas manifestações, apesar de estarem relacionadas a pautas que defendem, estão vinculadas ao governo Bolsonaro, e qualquer resultado positivo o fortaleceria. 

É de direita
Caberá, portanto, ao próprio PSL e às organizações de direita que surgiram com força após a eleição de Bolsonaro capitanear as concentrações populares, e aí reside um outro X na questão. O partido está dividido quanto a ir para as ruas, com vários de seus representantes dizendo que não vão, e o próprio Palácio do Planalto anunciou ontem que nem Bolsonaro e nem seus ministros estarão fazendo parte dos eventos programados para centenas de cidades brasileiras. Vai ficar, portanto, na força de vontade e nas mãos do povão, dos quase 58 milhões de eleitores que votaram no capitão para ser presidente do Brasil.

O céu ou o inferno
Ninguém consegue prever o resultado disso tudo, mas é um desafio, só que para ambos os lados. Se for um fracasso, ganham opositores e o fisiologismo dos deputados do centrão. Rompe-se o ínfimo apoio que ainda se vislumbra a Bolsonaro no Congresso, e tudo pode estar comprometido, inclusive a própria governança. Todavia, se for um sucesso, o bicho pega, pois o povo mostrará que as massas estão acima de partidos, movimentos organizados, grande mídia, instituições e outros segmentos mais. É aguardar e conferir. Aqui em Tubarão, o ato está programado para domingo, a partir das 15h, defronte ao Museu Willy Zumblick, mas já existe gente trabalhando também para manifestações em Laguna e outras cidades da Amurel.

Recuo do centrão 
Agora, independentemente do que vai acontecer no domingo, parece que só pelo fato de estarem sendo organizadas, as manifestações já começam a surtir efeito. Ontem, os deputados do chamado “centrão” anunciaram que concordam em votar a medida provisória 870, que trata da reforma da Esplanada dos Ministérios, sem a recriação das duas pastas propostas pelo relator da matéria. Fazem questão de afirmar, inclusive, que a medida não se trata de uma distensão nas relações entre parlamento e governo. A decisão de ceder ao pleito decorre de uma reação à percepção popular de que o Congresso joga contra os interesses do país. Ou seja: estão assustados. Volto a afirmar. Se o povo for para as ruas, muita coisa vai ser diferente neste Brasil a partir da próxima segunda-feira.

A força da madeira
Parece até que vamos voltar às décadas iniciais do século passado, quando nosso Estado, principalmente a partir da região serrana, foi uma das grandes forças da produção de madeira que ajudou no desenvolvimento do Brasil. Conhecida pelo agronegócio, Santa Catarina volta a se destacar novamente no setor madeireiro. No último ano, o valor bruto da produção agropecuária da silvicultura fechou em R$ 1,38 bilhão, sem contar o faturamento dos outros elos da cadeia produtiva. Os números foram divulgados recentemente em Lages, durante o lançamento da terceira edição do Anuário Estatístico de Base Florestal para o Estado de Santa Catarina.

Números
Segundo os dados da Associação Catarinense de Empresas Florestais, a área de florestas plantadas em nosso Estado é de 828,9 mil hectares, sendo 67% ocupada com pinus e 33% com eucalipto. Atualmente, são 5,6 mil empresas relacionadas ao setor florestal madeireiro em Santa Catarina, gerando 90 mil empregos diretos. A região serrana, tal qual no passado, responde por 40% das toras da silvicultura catarinense, sendo a grande produtora de papel, embalagens e pinus.




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