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MILTON ALVES




 
 

Quarta-feira, 13/03/2019, às 00:00

A reunião sobre a balsa

Maria Aparecida dos Santos, a Cida, líder comunitária na conhecida Região da Ilha, em Laguna, e uma das organizadoras do movimento que reivindica preços menores na passagem da balsa para os moradores daquela região, confirmou ontem que aconteceu o encontro com o prefeito Mauro Candemil, conforme havia sido condicionado para evitar que a passagem dos usuários fosse bloqueada na última terça-feira de Carnaval. Segundo Cida, o fato mais importante do encontro, ocorrido no gabinete do prefeito, talvez tenha sido a entrega, ao Ministério Público, dos documentos relativos ao contrato entre prefeitura e a empresa que administra o serviço de travessia.

A análise do contrato
 Havia sido a demora nessa entrega, aliás, que fez com que os moradores se mobilizassem e bloqueassem a travessia no sábado de Carnaval, bem como a ameaça de também fechar na terça-feira, o que acabou não acontecendo. Com os documentos em mãos, o Ministério Público fará uma avaliação sobre a legalidade do contrato e poderá, a partir daí, encaminhar um debate mais preciso entre as partes sobre os pontos divergentes. Não se trata só da questão das tarifas. Os moradores também entendem que alguns serviços de infraestrutura devem ser oferecidos aos usuários, como banheiros, abrigos, guichê para venda de passagens e outros mais.

Compensação nas tarifas
Cida confirmou também que, neste encontro na prefeitura, a empresa Laguna Navegação voltou a fazer uma proposta de redução das tarifas para os moradores nativos da chamada Região da Ilha, que ficaria em R$ 10, porém, quer condicionar essa redução ao aumento da tarifa para os demais usuários, que passaria dos atuais R$ 15 para R$ 17. Proposta essa que os nativos não aceitam, pois entendem que estariam participando de uma verdadeira “pegadinha” a todos aqueles que precisam utilizar do serviço. “Se é caro para nós, também já é para os outros. Imagina aumentar ainda mais esse valor”, rechaça a líder comunitária.

Mobilização continua
Apesar de ter saído da reunião confiante de que possa se chegar a um entendimento, Maria Aparecida não descarta outro movimento de paralisação, já antecipadamente previsto para o feriadão da Páscoa, caso nos próximos 40 dias não se chegue a um denominador comum. “Agora são duas comissões”, disse ela. “Uma que cuidará dessas tratativas junto ao MP, prefeitura e empresa, e outra que cuidará da organização e mobilização da comunidade para uma possível paralisação no feriado. Queremos que não aconteça, mas se for preciso, faremos”, concluiu.     

O 13º do Bolsa Família
E os brasileiros que recebem o Bolsa Família vão ter mesmo o 13º salário em dezembro. A informação foi confirmada ontem pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra, adiantando que a medida terá um custo estimado de R$ 2,5 bilhões aos cofres da União. Não gosto muito desses programas sociais paliativos, mas há de se reconhecer que enquanto tivermos essa brutal diferença de classes no Brasil é preciso, sim, ajudar os mais pobres. Além do mais, a medida resgata um pouco do crédito da classe política, cujos integrantes quando candidatos prometem muito e, invariavelmente, acabam esquecendo de cumprir o que foi dito ao eleitor. Esse foi um dos compromissos de campanha do presidente Jair Bolsonaro, que parece decidido a ser realmente diferente.

Quem mandou matá-lo
E por falar em Bolsonaro, ontem ele disse que espera que a investigação sobre Marielle Franco chegue os mandantes do assassinato. “Espero que realmente a apuração tenha chegado, de fato, a quem foram os executores, se é que foram eles, e a quem mandou matar”. Mais cedo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou à imprensa o nome de dois ex-policiais, presos pela manhã, apontados como o atirador e o motorista do carro usado no crime. Bolsonaro também disse que está interessado em saber quem mandou matá-lo. Aliás, todos nós estamos, menos a grande mídia e os adversários, que parecem mesmo mais preocupados é com o que o presidente posta no Twitter.




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