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MILTON ALVES




 
 

Quinta-feira, 07/03/2019, às 06:00

Ele não cumpriu com a palavra

O deputado federal pelo PSL de Santa Catarina, coronel Armando, confirmou em entrevista a esse colunista e ao colega Nilton Veronesi, na manhã de ontem, na Rádio Cidade FM, que existem, sim, diferenças marcantes de pensamento, e também comportamentais, entre ele e o presidente estadual da sigla, o tubaronense Lucas Esmeraldino. Segundo Armando, essas diferenças surgiram e se agravaram principalmente após o episódio de nomeação de membros da nova Executiva provisória estadual do partido de forma unilateral por parte de Esmeraldino, no início do ano. Executiva que, em parte, acabou destituída após uma negociação comandada pelo diretório nacional. Armando é taxativo ao afirmar que havia um entendimento para a formação da nova Executiva, e que não foi seguido por Lucas.

Comando em Joinville
A grande questão é que Lucas Esmeraldino continua na presidência do partido em nível estadual, e posições recentes também têm causado polêmica e alimentado a combustão dos conflitos. Uma delas, e talvez a principal causadora das diferenças existentes, é o apoio que o tubaronense tem dado para que o substituto do secretário executivo de Articulação Internacional, Derian Campos, na presidência do partido em Joinville, base eleitoral de Armando, seja Fábio Schiochet, que também é deputado federal pelo PSL, mas eleito por Jaraguá do Sul.

Exigindo respeito
"Quando eu, Carolina de Toni, e Daniel Freitas acordamos – naquela reunião de janeiro em Florianópolis com o vice-presidente nacional do PSL, Antônio de Rueda – que Lucas fosse mantido na presidência, ficou bem claro que em nossas principais bases eleitorais teríamos o direito de estarmos no comando ou indicarmos pessoas de nossa confiança. Não é admissível que agora o deputado federal que foi o mais votado na cidade, entre todos os que concorreram por Joinville em 2018, seja preterido por alguém de fora”, ressaltou o deputado que tem a Amurel também como sua segunda base eleitoral, já que aqui morou durante muitos anos, e, mais recentemente, após empossado, montou em Tubarão um escritório de representação.

Se preciso for, deixa a sigla
Outra manifestação contundente do coronel Armando – essa feita num dos intervalos da entrevista – diz respeito ao seu futuro político na sigla. “Eu, antes de ser peselista, já era bolsonariano. Entrei na política por ter sido colega de Jair Bolsonaro na academia e ser convidado por ele para entrarmos nessa luta, quando nem ainda sabíamos por qual sigla seria. Se o PSL não seguir aquilo que entendo ser necessário para transformamos verdadeiramente esse país, me afasto do partido, sem problemas. Todavia, enquanto estiver nele, exijo respeito”, destacou. O deputado confirmou também que amanhã estará na reunião da Executiva em Florianópolis, e aberto ao diálogo. “Não sou homem de guardar rancores. Espero que a gente defina essas arestas para o bem de nossos governos, tanto o estadual quanto o federal”, finalizou.




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