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MILTON ALVES




 
 

Terça-feira, 26/02/2019, às 06:00

Visita

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável e Turismo, o tubaronense Lucas Esmeraldino, recebeu na manhã de ontem os dirigentes da maior empresa beneficiadora de sal do país, o Grupo Refisa, de Imbituba, que no ano passado representou 11% da movimentação, em média, do porto da cidade. Junto ao secretário, os diretores da refinaria trataram de incentivos fiscais. Lucas deixou claro que a secretaria estará sempre apoiando quem produz. “Nossa missão será acelerar investimentos e maximizar resultados, sendo o elo entre o setor produtivo e o executivo estadual”, afirmou.

E se virasse guerra? 
Claro que nenhum de nós quer passar por uma guerra, e nem mesmo acredito que se faça necessário, mas nos últimos dias se falou tanto da crise da Venezuela, com manifestações explícitas de “força bélica” por parte do ditador Nicolás Maduro, que proliferaram pelas redes sociais discussões sobre o poderio militar brasileiro em caso de um conflito armado. Pois, para a surpresa de muitos, apesar de nossas Forças Armadas terem sido tratadas até com certo desprezo pelos governos petistas, ainda somos a maior potência bélica entre os países latino-americanos, incluindo o México.

Dados do Global Firepower
O levantamento é do Global Firepower, um instituto que desde 2006 mede o ranking de 136 países com potencial bélico no mundo, e mostra que o Brasil lidera entre os da América Latina com o melhor preparo militar.
O estudo em questão levou em consideração mais de 50 fatores para avaliar as principais potências, e entre os itens avaliados estão o tamanho das tropas, a quantidade e o tipo de armas, o desempenho em conflitos anteriores, as alianças, a capacidade de produção, assim como a análise de fatores geográficos e logísticos.

Investimentos do governo Temer
Em comparação com outros países da América Latina, o Brasil leva vantagem – apesar da escassez de recursos, se o compararmos a grandes potências –, até mesmo no quesito de investimento militar. Em 2017, por exemplo, com a manutenção do governo Temer, foram US$ 29,28 bilhões investidos nas Forças Armadas, contra apenas US$ 0,46 bilhão da Venezuela. Quando comparamos números de militares que os países teriam à disposição, o Brasil aparece com 1,98 milhão de soldados entre os que estão na ativa e os da reserva, enquanto a Venezuela possui uma média de 123 mil.

Somos o 14º do mundo
Pelo ranking da Global Firepower para a América Latina, o Brasil está à frente do México e da Argentina. A Venezuela aparece na sexta colocação, atrás ainda do Peru e da Colômbia, que ocupam, respectivamente, a quarta e a quinta posição no ranking. Em se tratando do planeta, pela ordem, estão: Estados Unidos, Rússia, China, Índia, França, Reino Unido, Coreia do Sul, Japão, Turquia, Alemanha, Itália, Egito, Irã e Brasil. Acredite se quiser, mas estamos à frente de alguns países fortemente armados (mesmo porque vivem em permanentes conflitos territoriais, religiosos ou ideológicos), como Israel, Coreia do Norte, Paquistão e Arábia Saudita.

A logística que alimenta
É preciso considerar, entretanto, que, em se tratando deste ranking, o estudo não leva em conta só a atual reserva ou utilização de frota e armamentos por parte desses países. Coreia do Norte e Israel, por exemplo, nos dias atuais, têm mais potencial de fogo que o Brasil, mas perdem na logística de reservas naturais, capacidade de produção de aço em média e longa escala, reservas de petróleo e outras matérias-primas mais que sustentariam uma guerra. Lembrem que uma guerra é uma guerra, não uma simples batalha.

O grande aliado
Além do mais, o estudo leva em conta também a capacidade de aglutinar apoio aliado. O Brasil, hoje, tem como grande parceiro os Estados Unidos, que, pela proximidade e poderio militar, poderia nos abastecer, em questão de dias, com armamentos que nos colocariam entre as seis primeiras potências do mundo em termos de poderio bélico. Guerra? Que nada. Queremos paz, mas, se for para entrarmos em uma, não vamos fazer feio, não. Tenham certeza disso.




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