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MILTON ALVES




 
 

Quarta-feira, 13/09/2017, às 06:00

A manifestação do morador

Seguindo a lógica dessa coluna de sempre reverberar manifestações dos leitores, mesmo que elas sejam contrárias ao que pensamos, transcrevo aqui um e-mail que nos foi enviado pelo advogado Charles Antonio Simões, referente às notas publicadas sobre o encontro de estudantes de Medicina que ocorreu no último feriadão em Tubarão. “Como leitor assíduo da coluna Senadinho e morador vizinho da Arena Multiuso, peço licença para discordar, em parte, do que escrevestes na nota ‘O Preço de Sermos Provincianos’. Certamente sou contra proibir a realização de qualquer evento cultural, esportivo ou artístico. Na verdade, gostaria que a cidade tivesse muito mais deste tipo de evento. Agora, me parece equivocado achar que ‘tirar o sossego de alguns’ é fato de menor importância e que a perturbação alheia deve ser relevada em nome de não sei bem o quê. Se o evento tivesse sido realizado com menos barulho e de forma mais organizada, permitindo que o cidadão dormisse em seu lar e que todo o som mecânico fosse desligado às 22 horas, tudo bem. Não foi o que aconteceu, e quem, como eu, necessitava dormir para poder trabalhar no dia seguinte, teve que procurar outro local para passar a noite. Fato que foi seguido por diversos outros moradores (estudantes em fase de TCC, idosos, crianças de colo, etc.). Outro fato é o lixo do entorno. Acredito que a organização do evento vá limpar o terreno da Arena Multiuso. Só que as ruas ao redor estão tomadas de copos e garrafas que vão, certamente, futuramente entupir bocas de lobo. A verdade é que se sabia que o evento iria causar este tipo de tumulto e, aos meus olhos, nada se fez para minimizar o impacto. Aliás, isto é algo que falta nas pessoas, a capacidade de se colocar no lugar do próximo e não desejar a ele aquilo que não desejaria a si próprio. Vale a máxima ‘se não me incomoda, não é problema meu’. Para nós, vizinhos do entorno da Arena Multiuso, ficou a lição de estarmos mais atentos e conscientes para não deixarmos que as coisas se repitam da mesma forma. Atenciosamente, Charles Antonio Simões”. Feito o registro.

A possível reversão 
Conversando com o deputado Zé Nei Ascari (PSD) na última segunda-feira, ouvi dele palavras que podem dar alguma esperança aos pais e alunos do Colégio Martinho Alves dos Santos que querem o retorno do professor José Thiesen ao comando da escola. O deputado não garante nada, e seria imprudente se o fizesse, mas deixou transparecer que acredita numa reversão da punição do referido professor por parte da comissão que julgou o seu caso na Secretaria de Estado da Educação. Se isso acontecer, pelo estatuto que rege o novo modelo gestor das escolas do Estado, Thiesen poderá ser alçado novamente ao cargo para o qual foi eleito. 

Gestores surpreendidos 
Mesmo deixando claro que não existe interferência política nas decisões da comissão, Zé Nei afirmou que ficou sabendo que a reação da comunidade escolar surpreendeu não só os membros da mesma, mas também os demais gestores da secretaria. O carinho e reconhecimento demonstrados pelos moradores do bairro de São Martinho a dedicação do referido professor pode fazer com que a comissão decida transformar a punição numa advertência, o que já alteraria todo o processo. Nessa semana, completam-se 30 dias do pedido de reconsideração impetrado pelo professor. É aguardar a decisão.

Alto-falantes
No passado da comunicação de Tubarão, havia um “Serviço de Alto-falantes” na antiga rodoviária, de propriedade do saudoso radialista Valmor Silva, que ficou na história da cidade. Tanto pela organização e cumprimento fiel do objetivo a que se propunha: divulgar as chegadas e saídas dos ônibus intercaladas por propagandas e músicas, quanto pelo fato de que por ali passaram diversos aprendizes que viraram grandes profissionais no rádio tubaronense. O “Serviço de Alto-falantes” da rodoviária era melhor do que algumas rádios comunitárias que existem por ai. Pelo menos, empregava gente que sabia falar.




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