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EDUARDO VENTURA




 
 

Sexta-feira, 09/08/2019, às 06:00

Discriminação ao Norte e Nordeste

Com a troca de experiência e aquele bom bate-papo, onde se ouve mais e menos se fala, chego a uma conclusão: o quanto somos bairristas e egoístas em não querer abrir espaço para o futsal do Norte e Nordeste na Liga Nacional de Futsal. Sabemos das dimensões territoriais do nosso país, mas precisamos mudar em pleno 2019. Em conversa exclusiva para o “Bate Bola Esportivo” da Rádio SC, o técnico do Aest/Tamandaré, Flávio Araújo, lamentou o bloqueio do Nordeste em participar da liga, por exemplo. “Sim, existe uma resistência por conta do algo custo das viagens, mas já está mais do que na hora de criar uma liga B, no Nordeste, buscar apoio para as transmissões na TV, ou até mesmo em streaming na internet. Não podemos ficar isolados, estamos evoluindo e muito, mas queremos mais”, lamentou o treinador. Ele fala com razão. Com três anos de fundação, o pequeno clube da cidade litorânea de Pernambuco realiza apenas seis sessões de treino por semana, enquanto o Tubarão faz o dobro e tem estrutura. Lá, os atletas são liberados para jogar competições amadoras para completar a renda. “Você imagina, quando chove não podemos treinar. Uma parte de nossa quadra não é toda fechada”, resumiu o comandante. O ano passado foi de muitas conquistas para o Tamandaré, que foi Campeão das Copas Tronadon de Pernambuco e do Campeonato Pernambucano, além de vice na Liga do Nordeste – todas as competições disputadas em 2018, pela categoria adulto.

UNIãO & FOCO
No futebol, entram 11 em campo e só se faz três alterações. No futsal, iniciam cinco, mas podem ser usados mais sete jogadores. Claro que tem o quinteto inicial, e segue de acordo com o plano de jogo. Mas, se não tiver parceria e união dentro do grupo, o negócio não anda. Observo a dupla Marcinho e Henrique. O mais jovem iniciou a temporada. Logo, Marcinho assumiu a meta tubaronense e, no gol marcado por ele na vitória diante do Minas, o mais novo saiu em direção ao mais velho para dar um abraço, mostrando a união e dedicação de um grupo em prol de um único objetivo, vencer. Na foto, Passamani - com os braços abertos - recebe o carinho de Ferrugem, após marcar o segundo gol dele na partida, na vitória de 8x1 diante do Minas.

DESTAQUE DA TAÇA BRASIL 
Claro que repetir o feito do ano passado, comemorado pelo Pato Futsal, chega a ser utopia. Como a coluna foi entregue antes do jogo do Tubarão contra o Atlântico, não sabemos se vencemos, empatamos ou perdemos. Mas vou deixar registrado: seja qual for o resultado, avançando ou não às semifinais, pois o Tubarão folga hoje, já valeu a participação aqui em Erechim. O Tubarão demonstrou maturidade, organização, profissionalismo e não maculou o nome da cidade que leva no peito. O trabalho evolui, só não enxerga quem não quer. Claro que o clube trabalha num teto financeiro e não pode ultrapassá-lo, mas é inegável o trabalho realizado pela comissão técnica, liderada por Thiago Raupp e com o suporte da diretoria da ADFT, sob a presidência de Eduardo Rigotti e do diretor esportivo Caio Tokarski - que fez questão de anunciar que está de férias do cargo de vice-prefeito e veio a Erechim com recursos próprios. Conversei com vários dirigentes, e todos são unânimes, o Tubarão Futsal é o grande destaque da Taça Brasil e também da Liga Nacional.




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