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Quarta-feira, 20/02/2019, às 06:00

Gasto inexplicável

Menos de 24h depois de ter anunciado que Tubarão seria uma das oito sedes macrorregionais da Celesc, a empresa voltou na decisão, por pressão política, e anunciou que Criciúma será a sede, e a Cidade Azul passaria, na nova estrutura, a ser sede de uma unidade. Os papéis, portanto, foram invertidos. A ameaça do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), de acampar em frente à Celesc, deu resultado. É preciso que todos saibam que a escolha por Tubarão para sede macrorregional se deu pela logística, pois está muito mais centralizado que Criciúma para atender toda a região Sul. Os políticos de Criciúma já estão pensando nas eleições de 2020 e 2022, e a teórica perda para Tubarão representaria um fracasso para eles. O que o presidente da Celesc precisa explicar é por que mudou de ideia. A Celesc em Tubarão tem sede própria, ao passo que Criciúma, não. Portanto, gasto desnecessário para agradar a alguns políticos. Lamentável.


Entrelinhas

Tem gente dizendo que o governador Carlos Moisés aceitou que Tubarão perdesse a macrorregional da Celesc para garantir alguns votos na assembleia. Outros comentam que não podemos reclamar de nada, porque basta ver para onde os nossos votos foram na última eleição para deputados federais e estaduais.

Prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), está de parabéns. Fez pressão, levou os deputados Ada de Luca (MDB), Jessé Lopes (PSL) José Milton (Progressitas), Rodrigo Minoto (PDT) e Vampiro (MDB), que receberam muitos votos em Tubarão, e reverteu uma decisão do governo catarinense de forma tranquila e fácil.

Só para recordar. O presidente do PSL, Lucas Esmeraldino, é de Tubarão. O governador Carlos Moisés se diz de Tubarão. O presidente da Celesc, Cleicio Poleto, é natural de Tubarão. Então, como pode uma pressão política mudar uma decisão de um governo que a imprensa da capital dizia ser uma República da Cidade Azul?

Com a notícia de que a recém-criada macrorregional da Celesc não seria mais em Tubarão, e, sim, em Criciúma, o prefeito Joares Ponticelli conversou com o presidente da Câmara e outras lideranças para discutir o assunto, em reunião hoje, às 9h, na Acit, envolvendo lideranças, para avaliarem e tomarem uma posição. Na Acit, aliás, tem o programa “Santo da casa não faz milagre”. 

Se houver uma janela que permita a mudança de partido, o vereador Douglas Antunes (MDB) poderá deixar a sigla. Ele tem conversado sistematicamente com um grupo de lideranças da cidade e tem sinal verde para realizar a troca. Perguntado sobre o assunto, o vereador desconversou, mas deixou claro que tem pretensões mais altas para 2020.

Presidente da Assembleia Legislativa de SC, deputado Júlio Garcia, nomeou o ex-prefeito de Tubarão, Carlos Stüpp, como coordenador do orçamento estadual. O delegado Marcos Flávio Ghizoni Júnior foi nomeado controlador geral da assembleia. Vitor de Bona Porton vai assumir como parlamentar externo; e o ex-vereador Edson Firmino foi para o gabinete do presidente.




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