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ESTELA MAURA




 
 

Segunda-feira, 16/04/2018, às 06:00

Certo ou errado?

Quais critérios regem nosso modo de viver e de nos relacionarmos em sociedade? A cada dia, mais temas são levantados e mais polêmicas são causadas ao redor de inúmeros assuntos que podem definir nosso futuro. Mas será que todo cidadão interpreta e reage de forma ética frente às situações ou fatos do cotidiano?
  Com que consciência, realmente, cada brasileiro consegue enxergar seu próprio comportamento e entender como isso influencia na vida do outro? É lamentável como pequenas concessões, deslizes e determinadas “falhas”, consideradas inocentes ou imperceptíveis, acabam minando comportamentos e transformando normas, regras e condutas. Parece que um grande número não se importa com desrespeitos e fraudes de qualquer espécie, como oferecer uma propina aqui, inventar uma mentirinha ali e tirar vantagem pessoal, menosprezando valores éticos.
 Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do comportamento humano, com reflexão sobre a moral; enquanto moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada cidadão. Regras estas que servem para orientar pessoas, suas ações e seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau. Entretanto, um modo distorcido de olhar a vida pode contribuir com diferentes prismas, sendo assustador como o errado pode ser certo e o certo pode ser errado, dependendo de quem o faz e dependendo dos interesses de cada um. Não é estranho isso? Porque, por mais que flexibilidade e resiliência sejam importantes, é grave suprimir o senso de justiça e de discernimento. Deixar de encarar os fatos como são é algo que interfere na maturidade emocional e na linha de raciocínio, em especial dos jovens.
 Quando se almeja formar seres humanos honestos, comprometidos e com um digno papel na sociedade, vale enfrentar a realidade. Alienação, falta de conhecimento, idealismos, unilateralidades ou emoções exacerbadas não fazem bem a ninguém. Afinal, todo tipo de exagero não é bem-vindo e a história da humanidade é a maior prova disto.
 Quando fazemos o que todo mundo faz, simplesmente porque todo mundo faz, é porque não decidimos sobre o que, realmente, queremos fazer. Por isso, é importante lembrar que, dentro de cada um de nós há uma luz que sinaliza o que é certo ou errado, mas mesmo assim alguns sentimentos levam a uma negação de tudo que dói, incomoda ou mexe com nossas convicções pessoais. Vale refletir um pouco sobre o assunto!




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