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AMANDA MENGER




 
 

Quinta-feira, 07/12/2017, às 06:00

O melhor momento

Não importa a estação do ano, a cama sempre fica melhor naqueles minutos ou horas que antecedem o acordar. Parece que fica mais confortável, mais macia, mais quente. Pra mim, este horário é por volta das 5h em dias de semana, e às 7h nos fins de semana.

A cama fica tão boa, mas tão boa, que parece sacrilégio deixá-la. E não necessariamente o conforto é para voltar a dormir. Pode ser simplesmente para ficar lá, de boas, pensando na vida, no universo, ou mesmo só sentindo como é bom estar naquele ninho.

Pena que na maioria dos dias não é possível se deliciar com estes momentos quase mágicos. A rotina impõe um ritmo em que somos jogados da cama.

Como é fim de ano e estamos em plena maratona de provas, acordo pensando na montanha de provas para corrigir,  de notas para fechar, e meus primeiros pensamentos são: “será que vou achar um tempinho para corrigir pelo menos de uma turma?”, ou então: “será que vou dar conta? Essa montanha vai virar o Everest, vai ter um desmoronamento e vou morrer soterrada em papel”. Sim, penso nisso exatamente entre o momento que o despertador do celular toca e fico sentada na cama à procura do chinelo, o que dá menos de um minuto.

Os pensamentos só não pioram porque o café faz milagres. Depois de duas canecas, meus níveis de sangue na corrente de cafeína já baixam o suficiente para eu ter coragem de encarar o dia e contar quantos dias faltam para o tão sonhado recesso.

O recesso é tão bom que logo em seguida vêm as férias e a possibilidade, quase edílica, de desativar o despertador por algumas semanas. Com o recesso e as férias, vou poder me jogar, ou melhor, demorar mais a sair da cama e aproveitar o momento em que ela fica ainda melhor e mais convidativa. É como o canto da sereia, pronto para encantar e enfeitiçar o ouvinte. E desta vez não haverá motivos para resistir a ele. O negócio é aproveitar o momento e ficar lá, entre os lençóis fresquinhos, o edredom fofinho e pensar em tudo e no nada.




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