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IVANA ANSELMO SOUZA




 
 

Quinta-feira, 09/05/2019, às 06:00

Desempregada por estar no meio

Uma de minhas colaboradoras ficou um bom tempo sem conseguir trabalho antes de vir para a CliQue RH. Conversando, descobrimos que o motivo disto ter acontecido foi porque ela “estava no meio”. Isso mesmo, ela é formada em Direito, porém há anos não atuava nesta área. Sendo assim, acabava não conseguindo trabalho na área do Direito, e, quando enviava currículo para outras áreas, também não era contratada por ter uma formação diferente.

O que aconteceu com ela é a pura realidade. Com o aumento da competitividade, as empresas buscam pessoas para o seu time que já possuam experiência e formação na área específica da vaga. Não há tempo para ensinar.

Contudo, nem sempre as pessoas com experiência e formação na área específica de uma vaga possuem a atitude necessária para trazer bons resultados. Algumas pessoas não possuem o perfil comportamental necessário para assumir certas funções. E se manter fiel a essa regra “experiência + formação” nem sempre é sinônimo de sucesso. 

Algumas vezes, contratar profissionais que estejam em transição de carreira pode ser um ótimo negócio. Eles querem a chance de se experimentar em outras áreas.

Não são raros os casos de profissionais talentosos que atuam em cargos bem diferentes de sua área de formação.

Muitas pessoas, quando escolheram o curso em uma universidade, não possuíam maturidade e discernimento para perceber com clareza suas aptidões e vocação. E, com o tempo, a vida e as oportunidades as conduziram para atuar em áreas diferentes de sua formação.

Não estou dizendo que formação e experiência não são importantes. Claro que, para atuar em algumas funções, é imprescindível ter formação na área específica. O problema é quando o recrutador fica “preso” nisso e não presta atenção em candidatos com atitudes que fariam a diferença em uma função. Minha colaboradora, por exemplo, possui uma capacidade de organização invejável, além de boa comunicação, honestidade, comprometimento, responsabilidade, entre outras características ótimas para a área de RH, entretanto foi cortada de várias seleções por não ter a formação na área.

Acredito que as organizações precisam analisar com cuidado as competências e os talentos dos candidatos na hora da escolha. E não se fixarem somente na formação. Conhecimento e experiência são mais fáceis de desenvolver do que uma atitude pró-ativa, por exemplo. 




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