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RENATA DAL-BÓ




 
 

Quarta-feira, 14/08/2019, às 06:00

Tum... Tum, bate coração

Se procurarmos pela palavra “coração” no dicionário, teremos a seguinte definição: “Órgão muscular oco dos vertebrados, na cavidade torácica, que recebe o sangue das veias e o impulsiona para dentro das artérias...”. Sabemos que o coração é um músculo vital para o funcionamento do nosso corpo, e se ele para, nós morremos. Mas também sabemos que o coração é o símbolo do amor, e está intimamente ligado às nossas emoções, sensações e percepções.

Dia desses, estava sentindo um enorme aperto no peito. Como já não sou nenhuma mocinha, a primeira coisa que fiz foi marcar uma consulta com o cardiologista. Alguma coisa me dizia que o problema não era com o coração-órgão, mas, de qualquer maneira, seria melhor verificar. Consultei, fiz o eletrocardiograna, e depois um teste ergométrico  (aquele que a gente fica andando na esteira até quase morrer de cansaço), enfim, fiz um
check-up completo. Resultado: tirei dez com estrelinha, o coração estava ‘tinindo’ de novo, como costuma dizer o meu pai. Mas e meu aperto no peito? Pois é, cheguei à conclusão de que aquele aperto nada mais era do que tristeza, ansiedade, decepção por certas
situações difíceis da vida que às vezes são maiores do que a gente consegue suportar. Mas é claro que nosso coração não dói apenas quando estamos tristes, às vezes também dói de alegria, de amor, de paixão. Você já viveu aquela paixão arrebatadora, que nos faz esquecer de tudo e só pensar no ser amado? Se viveu, provavelmente vai lembrar que a paixão era tão intensa que o coração chegava a doer, não é mesmo? Ou também quando nasce um filho e a gente olha para aquele serzinho indefeso e pensa que dali para frente ele vai depender totalmente da gente. O coração explode num mix de emoções que passa por todos os extremos, a gente fica muito feliz, muito preocupada, muito cansada, muito estressada, e daí ficamos felizes novamente. E a cada riso e a cada choro parece que nosso coração vai sair pela boca.

Na verdade, para sentir tudo isso precisamos ter um coração de ferro, daqueles que aguentam firme e forte todas as emoções que estamos abertos a viver. E, para isso, devemos ter corações saudáveis. Os cardiologistas dizem que, para manter o coração-órgão saudável, é preciso controlar os fatores de risco: fumo, pressão, diabetes, níveis de colesterol elevado, sedentarismo e estresse. Os nutricionistas nos aconselham a ter uma alimentação equilibrada e colorida. Penso que, para cuidar do coração-sentimento, precisamos enxergar o mundo de uma maneira mais leve e colorida, assim como esquecer de coisas pequenas e mesquinhas. Viver a vida na sua plenitude, com toda nossa energia. Assim, nosso coração vai bater mais vigorosamente, e aquela sensação ruim de aperto no peito dará lugar a uma sensação de tranquilidade e paz. Oi, tum...tum,  bate coração.




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