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RENATA DAL-BÓ




 
 

Quarta-feira, 24/07/2019, às 06:00

A deliciosa arte de escrever histórias

No próximo dia 25, comemoraremos o Dia do Escritor, data instituída em 1960 pelo então presidente da União Brasileira de Escritores, João Peregrino Júnior, e pelo seu vice-presidente, o célebre escritor Jorge Amado. Escritores são pessoas que usam a palavra escrita para contar histórias, acreditando que desta forma poderão contribuir para divertir e emocionar, tornar o mundo mais colorido e a vida mais leve e bela. Sem literatura a vida fica mais triste, perde um pouco de sua magia, seu brilho. Além de todos estes benefícios, a literatura também educa, ensina, melhora a sensibilidade, a compreensão do mundo e habilita as pessoas a ter uma melhor percepção do meio social em que vivem.

Acredito que cada escritor escreva por um motivo próprio. Para a escritora Nélida Piñon, sem a arte de inventar histórias não fabricamos memórias, emoções, tortas de chocolate. A escritora Lygia Fagundes Teles acredita que tem no leitor um cúmplice: “Sei que a minha palavra é a única maneira de ajudar o próximo. Se eu puder ajudar o outro no seu sofrimento, no seu medo, na sua luta, que também é o meu sofrimento, meu medo, minha luta, minha missão estará cumprida”. Segundo o escritor Luiz Carlos Amorim, o escritor é aquele que, em verso ou prosa, localiza o homem no espaço e no tempo, com seus costumes, sua cosmovisão, seu habitat, seus sentimentos e emoções, suas vitórias e derrotas, seu caminho pela vida. O trabalho do escritor é registrar a trajetória do ser humano no nosso planeta.

Nos últimos anos, escrever para mim se tornou algo essencial na minha vida e são muitos os motivos. Escrevo, em primeiro lugar, por uma satisfação pessoal. Escrever me faz bem, ajuda-me a organizar meus pensamentos e ideias. Funciona também como uma espécie de terapia, pois é uma maneira de aliviar minhas angústias e tristezas.

A escrita também me faz relembrar o passado de uma maneira mais leve e poética, sem tanto compromisso com a verdade nua e crua. Em relação ao presente, com a crônica semanal, acabo traçando um retrato mais elaborado do cotidiano, refletindo sobre nossas questões diárias e deixando um registro importante para o futuro (se não o futuro da humanidade, muito provavelmente o futuro dos que me cercam: família, amigos e leitores).

Apesar de ser uma pessoa muito falante, prefiro muito mais escrever a falar. As palavras são volúveis, se apagam com o tempo. Falamos agora para esquecermos no momento seguinte. Já o que escrevo fica registrado, vira um documento, para essa e outras gerações, então a responsabilidade é muito maior. Ao contar uma história estarei eternizando um momento e tornando possível que outras pessoas a leiam quando quiserem ou tiverem acesso – hoje, amanhã ou daqui a 50 anos.

Numa outra crônica escrevi que meus escritos são como um caderno de anotar a vida. Através deles tenho a oportunidade de registrar histórias de um tempo que passou. Escrevo por mim, pelas pessoas que me leem e pelos meus filhos, pois minhas histórias serão minha maior herança.




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