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RENATA DAL-BÓ




 
 

Quarta-feira, 10/04/2019, às 00:00

Uma jovem senhora se inscrevendo no tempo

Nesta última segunda-feira, dia 8 de abril, tive a honra de participar das comemorações dos 49 anos da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (Ajeb), que aconteceu no restaurante Marzana, em Porto Alegre. Tudo começou em 1969, quando a Associacion de Periodistas Y Escritoras de México, sob a presidência de Gloria Salas de Calderón, convocou uma primeira Reunión Mundial de Periodistas Y Escritoras, na qual as convidadas apresentaram trabalhos sobre diferentes aspectos de suas profissões. Compareceram representantes de 37 países dos cinco continentes, entre eles, Estados Unidos, Inglaterra, União Soviética, França, Itália, e quase todas as repúblicas latino-americanas, inclusive o Brasil.

Ao fim do encontro, foi fundada a Associación Mundial de Mujeres Periodistas e Escritoras. Cada Delegada designada para representar seu país teve a incumbência de, ao regressar, fundar uma filial da associação. Coube à jornalista e escritora Hellê Vellozo Fernandes cumprir essa honrosa obrigação com referência ao Brasil – de onde era a única participante – dentro do prazo de um ano.

Assim, em 8 de abril de 1970, em Curitiba, foi fundada a Ajeb. Oito sócias fundadoras compuseram a primeira diretoria, sediada em Curitiba. Durante esse período, através de vários contatos e visitas a outros estados, a Ajeb recebeu novas associadas e fundou a Ajeb-Ceará, sob a presidência da escritora Cândida Maria Santiago Galeno.

Em 2016, foi eleita para a presidência nacional a escritora Maria Odila Menezes de Souza, da Ajeb-RS, radicando a associação no biênio 2016/2017 na cidade de Porto Alegre. Posteriormente, foi reeleita para o biênio de 2018-2019.

Hoje, a Ajeb mantém coordenadorias em 16 estados do Brasil, com a mesma finalidade: estimular a união de jornalistas e escritoras de todo o país, promovendo o intercâmbio de conhecimentos, ideias, experiências, e incentivando o aperfeiçoamento profissional através da participação em cursos, seminários e encontros culturais.

A história dessa associação, que em 2020 completará 50 anos, conta com momentos de muitas conquistas, mas também com momentos difíceis, nos quais mulheres fortes e destemidas mantiveram-se firmes em seus ideais. São mulheres brasileiras, sonhadoras e incansáveis na luta pelo seu espaço na cultura e nas letras.

Minha história com a Ajeb começou em setembro do ano passado, quando tomei posse como presidente-coordenadora da Ajeb-SC. Apesar de recente, a experiência tem sido muito intensa e realizadora. Fico emocionada cada vez que me encontro com essas mulheres cheias de sonhos e ideais, que acreditam que através do poder transformador das palavras, da arte, teremos um mundo mais humano, solidário, poético e igualitário. A Ajeb, assim como eu, é uma jovem senhora que tem muita história para contar e ainda muito a realizar.  Como cantam Los Hermanos: “Esse é só o começo do fim da nossa vida, deixa chegar o sonho, prepara uma avenida, que a gente vai passar”.




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