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RENATA DAL-BÓ




 
 

Quarta-feira, 06/02/2019, às 06:00

Trevo

Na semana passada publiquei a primeira crônica da trilogia sobre a nossa viagem de férias em Nova York e Washington. Escrevi que cada crônica teria o nome de uma música que simbolizasse a parte da viagem narrada.

Da primeira vez que fui a Nova York, fiquei impressionada com sua exuberância e energia. NYC é um mosaico de prédios, cores, pessoas, estilos, vitrines e letreiros luminosos, ilimitada em alcance e profundidade. Foi embalada por “New York, New York”, de Frank Sinatra, que fui descobrindo esse enorme quebra-cabeça urbano.

Desta vez, foi diferente, apesar de a cidade continuar mais viva e pujante do que nunca. A música que me veio várias vezes à cabeça foi Trevo: “Tu é trevo de quatro folhas, é manhã de Domingo à toa, conversa rara e boa, pedaço de sonho que faz meu querer acordar pra vida”.
Nova York agora simbolizava, para mim, um trevo de quatro folhas. Maravilhoso voltar à cidade com toda a família e ainda por cima ter a sorte de passar meu aniversário lá, pela segunda vez.

Nove de janeiro, dia em que completei 47 primaveras, amanheceu muito frio, seis graus negativos. Com o calor que tem feito por aqui, é difícil imaginar um frio desses, digamos que é como estar dentro de um freezer. Saímos todos muito bem encapuzados, pois nosso primeiro passeio seria na Estátua da Liberdade. Pegamos o metrô para chegar no Battery Park, de onde sai a balsa que nos levou até a estátua. Quando Márcio e eu estivemos em NYC em janeiro de 2013, não pudemos fazer esse passeio, pois a ilha estava fechada por causa do furacão Sandy, que assolou a costa Nordeste dos Estados Unidos, em 2012. Por isso, estávamos muito ansiosos para conhecer a famosa estátua, presente da França para os Estados Unidos, e que representa Libertas, a deusa romana. O passeio de balsa é muito gostoso, mas não conseguimos ficar do lado de fora, pois o forte vento fazia a sensação térmica baixar ainda mais.

A vista da Ilha da Liberdade para Manhattan é maravilhosa, já vale o passeio. Só estando fora de Manhattan para conseguir apreciar toda a beleza do skyline, com seus prédios, que são um dos cartões postais da cidade. 

Nosso segundo passeio não foi tão alegre, mas não poderíamos deixar de conhecer o Memorial & Museu Nacional do 11 de setembro, uma instituição histórica e educacional que honra as vítimas do atentado e faz uma avaliação sobre o que foi o “9/11” e sua significância global. Saí de lá muito sensibilizada e pensando na efemeridade da vida: num segundo podemos estar aqui, e no outro...

De lá, fomos celebrar meu aniversário e o fato de estarmos vivos e felizes passeando juntos. Escolhemos jantar num restaurante no Rockfeller Center,  um complexo de 19 edifícios comerciais construído pela família Rockefeller na década de 30, bem no coração de Manhattan. No inverno, é uma das principais atrações turísticas da cidade, por causa da árvore de Natal, que é montada desde 1933, e da pista de patinação, que faz a alegria de quem tem coragem de se aventurar. Na volta para casa, ao passarmos pela Times Square, começou a cair uns flocos de neve. Ficamos emocionados, pois queríamos muito ver a neve. Nos abraçamos para comemorar. E foi então que a música voltou a tocar dentro de mim: “Tu, que tem esse abraço casa, se decidir bater asa, me leva contigo pra passear, eu juro afeto e paz não vão lhe falar”.




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