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CLÁUDIA SOUZA DE ALBUQUERQUE




 
 

Sábado, 29/06/2019, às 06:00

Por que as pessoas mentem?

Hoje, vamos falar sobre mentiras!

Ainda que justificada ou não admitida, a maioria das pessoas mente.  As razões que levam uma pessoa a mentir são muito variadas. Mas, independentemente da causa e da complexidade, uma mentira, por mais simples que seja, ainda assim continua sendo uma mentira.

Qual de vocês, leitores, nunca ganhou um presente que odiou e respondeu: “Que lindo. adorei. Muito obrigado”. Você se dá conta de que isso é uma mentira? Ao mesmo tempo, qual de vocês também nunca se pegou “ensinando” uma criança a mentir, por exemplo, quando repreendeu com severidade seu filho pequeno ao vê-lo responder com toda sinceridade a um amigo ou parente que não gostou do presente recebido?

As mentirinhas do dia a dia fazem parte da vida em sociedade, e podem não trazer sérios problemas à vida de ninguém, mas, em contrapartida, há pessoas que não medem consequências para manter a mentira,  e não se importam se alguém será prejudicado com isso.

Mas por que as pessoas mentem?

Ninguém nasce sabendo mentir, mas, geralmente, as pessoas aprendem a mentir ainda durante a infância, através da observação. Sendo assim, podemos inferir que a mentira é um comportamento aprendido por repetição ou por imitação. 

Mas, em se tratando de crianças, é preciso prudência e cautela: nem sempre a criança está mentindo. No caso de crianças menores, elas podem estar fantasiando ou criando situações e personagens imaginários – isso faz parte do seu desenvolvimento saudável, e não propriamente mentindo. Crianças pequenas não diferenciam fantasia de realidade. Vivem o mundo do faz de conta, com bruxas,  fadas,  super-heróis... A imaginação faz parte do desenvolvimento normal da criança, e serve de base para o pensamento lógico que o adulto tem. Com o passar dos anos, a fantasia dá lugar à noção de realidade, e a mentira vai se transformando em estratégia, o que requer o desenvolvimento de certas  habilidades, pois, para mentir e mentir bem, a criança precisa entender no que a outra pessoa acredita, e saber, de maneira estratégica, como adaptar sua mentira para que esta seja admissível. Por isso, a mentira só se revela como tal a partir de uma determinada fase do desenvolvimento infantil, em que esta passa a ser intencional, porém sem dimensão das
consequências que pode vir a ter. Sendo assim, não se deve castigar ou chamar uma criança de mentirosa, mas, sim, conversar com ela para descobrir por que a verdade foi camuflada e qual a origem da mentira.

Crianças e adultos, à medida que vão intensificando o comportamento de mentir, vão percebendo, em muitos casos, que a mentira realmente  funciona, e, então, muitos incorporam o comportamento mentiroso em suas rotinas, para que assim possam obter melhores resultados ao longo da vida. E, conforme o tempo vai passando, grande parte das pessoas que têm a mentira como hábito perde o medo de mentir, bem como perde o medo dos riscos que uma provável mentira pode trazer, uma vez que passam a enxergar mais os benefícios do que os malefícios de atos como estes. E aquilo que antes era concebido como uma mentirinha simples pode se transformar em um transtorno denominado mitomania. A mitomania é um distúrbio de personalidade em que a pessoa mente compulsivamente, com o objetivo de se beneficiar ou prejudicar os outros. O que o diferencia das pessoas que mentem de maneira esporádica é o fato de que o mitômano não sente medo ou necessidade de se desmentir, mesmo que a sua mentira acabe causando prejuízos maiores às pessoas ao seu redor. O mitômano vai ao extremo para sustentar suas mentiras, a ponto de ele mesmo acreditar em suas histórias!




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