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CLÁUDIA SOUZA DE ALBUQUERQUE




 
 

Sábado, 08/06/2019, às 06:00

Sobre depressão

Apesar de ser um tema bastante debatido, é preciso falar sobre depressão, uma vez que, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, o índice da doença tem se gravado globalmente. Nas últimas décadas o número de pessoas com depressão aumentou em quase 50%. O aumento desenfreado da psicopatologia se deve, além dos fatores genéticos, aos fatores externos da vida atual como o estresse, a grande competitividade profissional, o desemprego, a solidão.

O transtorno depressivo maior ou depressão é um quadro psiquiátrico, caracterizado por uma tristeza profunda e prolongada, associado a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima, perda da vontade ou interesse por atividades que, até então, eram prazerosas, desatenção, choro, alteração do apetite e do sono, e em alguns casos mais graves pensamentos de suicídio.

A depressão afeta a pessoa como um todo: corpo/humor/pensamentos/comportamento e altera significativamente o modo de ver o mundo, os outros e a si mesmo. É como se a pessoa passasse a usar óculos com lentes em preto e branco, ou seja, a vida perde o colorido. Apesar da tristeza ser um grande sintoma da depressão, sentir-se infeliz ou triste perante um desapontamento, perda ou frustração, é algo normal e que tende a desaparecer tão logo a situação seja resolvida. A tristeza não é um transtorno, é um sentimento que faz parte da vida psíquica normal perante os acontecimentos que nos rodeiam, assim como a alegria.

Sua etiologia é multifatorial, abrangendo aspectos genéticos/hereditários, psicológicos e ambientais.

A depressão deixou de ser exclusividade da população idosa e do gênero feminino. Atualmente, ela atinge em grande escala também a população mais jovem, inclusive crianças e o gênero masculino.

Apesar de trazer comprometimentos na vida da pessoa e de seus familiares, é importante ressaltar que há tratamento para a depressão e que o diagnóstico precoce ainda é o melhor caminho para colocar a vida nos eixos outra vez. Seu tratamento compreende acompanhamento profissional sistematizado, através do tratamento combinado entre psicoterapia e uso de antidepressivos, conforme a necessidade. Mas, além do tratamento convencional, é importante que os familiares compreendam que a depressão é uma doença e que pode acontecer com qualquer pessoa, independentemente de gênero, classe socioeconômica, idade e, principalmente, que tenham consciência sobre o papel fundamental que representam no tratamento e no restabelecimento de seu familiar, pois é na família que a pessoa espera encontrar apoio, força, compreensão e suporte. Portanto,

•Não julgue ou culpe a pessoa por sua tristeza, apatia, desinteresse. Esses aspectos são características próprias da depressão e estão além da capacidade da pessoa neste momento.

•Propicie a ela um ambiente de carinho, apoio e compreensão.

•Não espere que a pessoa “melhore repentinamente”.

•A pessoa com depressão necessita sentir-se compreendida e escutada.

•Procure mantê-la (dentro das possibilidades) envolvida em alguma atividade.

•Demonstre afeição, ofereça palavras reconfortantes e faça elogios.

•Leve a sério qualquer conversa sobre suicídio e comunique o fato imediatamente aos profissionais. Nestes casos, a pessoa precisa de vigilância 24h por dia.

•Não subestime o esforço e a vontade da pessoa em querer melhorar, pois se ele pudesse escolher, não escolheria jamais estar com depressão!




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