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CLÁUDIA SOUZA DE ALBUQUERQUE




 
 

Sábado, 10/02/2018, às 06:00

Crianças e ansiedade de separação

Pesadelos frequentes, recusa para ir à escola, medo que os pais morram, queixas de dores de cabeça, enjoos, dor de barriga ou musculares podem ser sintomas de um dos transtornos de ansiedade muito comum na infância e adolescência: o Transtorno de Ansiedade da Separação (TAS), que atinge de 3% a 5% das crianças.

Porém, é preciso cautela e cuidado para não confundir a ansiedade da separação (que faz parte do desenvolvimento infantil e que se manifesta geralmente entre os nove e treze meses de idade) com o Transtorno de Ansiedade de Separação.

Para a Associação Americana de Psicologia, o Transtorno de Ansiedade de Separação é caracterizado  por uma reação anormal a uma separação de um ente próximo. Separação esta que pode ser real ou imaginária, e que interfere significativamente nas atividades diárias e no desenvolvimento do indivíduo, que costuma se manifestar em crianças mais velhas, normalmente na idade pré-escolar.

Sinais de alerta em crianças e adolescentes:

•Sofrimento excessivo e recorrente frente à ocorrência ou previsão de afastamento de casa ou de figuras importantes de vinculação;

•Preocupação persistente e excessiva acerca de perda, ou sobre possíveis perigos envolvendo figuras importantes de vinculação;

•Preocupação persistente e excessiva de que um evento indesejado leve à separação de uma figura importante de vinculação (perder-se ou ser sequestrado);

•Relutância persistente ou recusa para ir à escola ou a qualquer outro lugar, em razão do medo da separação;

•Temor excessivo e persistente ou relutância em ficar sozinho ou sem as figuras importantes de vinculação em casa ou sem adultos significativos em outros contextos;

•Relutância ou recusa persistente para ir dormir fora de casa ou sem estar próximo de uma figura importante de vinculação.

•Pesadelos repetidos envolvendo o tema da separação;

•Repetidas queixas de sintomas somáticos (cefaleias, dores abdominais, náusea ou vômitos) quando a separação de figuras importantes de vinculação ocorre ou é prevista.

O TAS pode causar muito sofrimento e prejuízo, além de poder levar a várias consequências psicossociais. Sua etiologia é complexa e compreende fatores biológicos - genéticos, psicológicos, neurológicos - e ambientais - relacionados à família e à escola.

O Transtorno de Ansiedade de Separação é muito frequente em crianças e adolescentes, mas também pode se manifestar e acometer adultos.




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