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CLÁUDIA SOUZA DE ALBUQUERQUE




 
 

Sábado, 12/08/2017, às 06:00

Mania de deixar tudo para depois!

O estilo de vida contemporâneo impõe a cada um de nós uma agenda repleta de atividades a serem desenvolvidas e cumpridas dentro de determinados prazos. São tantos compromissos que, provavelmente, você já se pegou inventando desculpas para adiar a realização de tais atividades. É o famoso “deixa para amanhã”.

Essas desculpas podem ser consideradas apenas preguiça ou procrastinação.

Preguiça é entendida como evitação de trabalho. Já procrastinar é o comportamento de adiar ou transferir atividades e tarefas, que deveriam ser concluídas dentro de um prazo, para o dia seguinte.

O procrastinador tem boas “intenções de realizações”, mas que não condizem com as “reais ações para”, devido à sua mania de deixar para resolver ou concluir as atividades sempre no último momento. Ou seja, o procrastinador funciona sob pressão, sempre no limite do próprio tempo.

Para o psicólogo Piers Steel, dentre as várias hipóteses explicativas, a que mais elucida a procrastinação é o fato de valorizarmos muito mais o momento presente que a imaginação de um suposto futuro. Tanto que é muito mais fácil adiar tarefas que exigem tempo (acabam com o nosso tempo presente) e que resultam em recompensas pouco claras para um futuro distante. Muitos de nós evitamos ao máximo uma tarefa porque a consideramos chata, sem sentido ou no mínimo desconectada dos nossos interesses pessoais. Assim, deixamos tudo para amanhã, envolvendo-nos com algo que cause um alívio, mesmo que temporário.

Mas, apesar de trazer alguns incômodos, a procrastinação só merece atenção especial quando gera sofrimento e comprometimentos significativos na vida da pessoa. Caso contrário, é considerada como um comportamento natural e intrínseco do ser humano, uma vez que a maioria das pessoas já começa o dia procrastinando, ao apertar o botão do despertador que permite ficarmos na cama por mais cinco minutinhos.

Embora a procrastinação e suas consequências emocionais possam ser resultantes da contraposição entre o tempo psicológico de cada um, geralmente em concordância com os desejos, e o tempo social definido pela cronologia cultural, a maioria dos procrastinadores não gosta de agir assim. Manifestam arrependimento por deixarem tudo para cima da hora, apresentam sentimento de culpa por não conseguirem controlar e organizar o próprio tempo para uma melhor produtividade. E, por viverem sempre sob pressão, tornam-se vulneráveis ao estresse e à depressão. 

Para lidar melhor com a procrastinação, aprenda a dizer não; faça o que precisa ser feito antes da urgência surgir; estabeleça prioridades; não tenha medo de errar; Não agende, não adie, resolva!




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