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PEDRO HERMÍNIO




 
 

Quarta-feira, 16/05/2018, às 06:00

A importância do diálogo

Enquanto o governo esbraveja, o segmento do varejo comemorava. Lá se foram 30 anos de espera e que dariam ao setor industrial catarinense possibilidades de respirar, de competir com estados vizinhos. Mas não foi desta vez. Não teve jeito. A derrota acachapante por 24 votos a 12 o faz refletir e analisar melhor suas ações. Por fim, o que ainda não assimilou, não dando o devido valor, foi o que faltou na negociação: dialogar.
A coluna se refere à proposta contida na medida provisória 220, de autoria do Executivo, e que reduziria de 17% para 12% (com efeitos a partir de 1º de abril) a alíquota do ICMS para operações com mercadorias destinadas ao contribuinte para comercialização, industrialização e prestação de serviços. Tinha como finalidade, além da redução de impostos, a simplificação e padronização da legislação do ICMS. Com isso, estimularia o crescimento do mercado catarinense, incentivando o consumo interno e, consequentemente, gerando mais empregos na cadeia produtiva.
Então! Tudo perfeitamente elaborado e encaixado no que se refere à política governamental. Porém, esqueceu de combinar com o varejo, que logo identificou, como dizem, injustiças fiscais. Para o setor, a MP, ao invés de reduzir impostos, pelo contrário, aumentaria os preços dos produtos, onerando o já penalizado consumidor final.

Vaca no brejo 
Não se pode negar o esforço na tentativa de ajustar os pontos conflitantes. Que o digam a Fiesc, ao lado da indústria, e a Fecomércio, representante do varejo. Tudo acertado entre as partes, com o governo ciente e apostando no que se decidia, como a exclusão dos têxteis. Esforços em vão somando-se aos desgastes e custos não orçados, pois no final “a vaca foi pro brejo”. 

Queda de braço
Em ano eleitoral e com os nervos à flor da pele, não se poderia esperar conversa de comadre. O negócio enviesou pelo caminho político partidário e o governo estendeu bandeira branca, emitindo nota dizendo que os parlamentares foram contra os interesses dos catarinenses. Afirmou, por último, que não retomaria a discussão, dando-a por encerrada.

Juntando os cacos
Na tentativa de resgatar a credibilidade, o governo lançou mão de decreto permitindo ao comércio atacadista usufruir da redução prevista. Quanto aos demais setores que se dizem prejudicados, continua apostando na interlocução da indústria.

E as pessoas?
Ao considerar que nos últimos setes anos o governo Colombo/Moreira primou pelas pessoas, fica a pergunta: para quem fez parte da mesma base e propósitos, como a sociedade enxerga o slogan de campanha defendido “As pessoas em primeiro lugar”? E quanto aos contribuintes, no que se refere às transações realizadas, fica valendo a MP no período em que vigorou.

Refletindo
“O diálogo é e sempre será o melhor caminho para qualquer entendimento”. Mauro Rebouças. Uma ótima semana!




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