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LUIZ MARINS




 
 

Segunda-feira, 03/06/2019, às 06:00

A crise e o vendedor de cachorro-quente

Um homem vendia cachorro-quente em frente a uma escola. Ele fazia isso há 30 anos. Ele não assistia televisão, e nem lia jornais, mas produzia e vendia o melhor cachorro-quente da cidade e da região.
Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela cidade, oferecia o seu produto em voz alta, e o povo comprava. As vendas foram aumentando e, cada vez mais, ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior, para atender à quantidade de fregueses, e o negócio prosperava.... Seu cachorro-quente era o melhor de toda a região! Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola a todos os filhos: um fez Medicina; outro, Odontologia; outro, Veterinária; outro Engenharia, e sempre nas melhores faculdades do Brasil. O filho mais novo foi estudar Economia também numa das melhores faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado voltou para casa e teve uma séria conversa com o pai:
– “Pai , então você não ouve rádio? Você não vê televisão e não lê jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso país é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar!”.
Depois de ouvir as considerações do filho estudado, o pai pensou: “Bem, se meu filho estudou Economia, lê jornais, vê televisão, então só pode estar com razão”...
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior), e começou a comprar salsicha mais barata (que era, também, pior). Para economizar, parou de fazer os seus cartazes de propaganda na estrada. Abatido pela notícia da crise, já não oferecia o seu produto em voz alta...
Tomadas todas essas “providências”, as vendas começaram a cair, e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis, e o negócio de cachorro-quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia, quebrou.
O pai, triste, então falou para o filho:
– “Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise”. E comentou com os amigos:
– “Bendita hora que eu fiz meu filho estudar Economia. Ele me avisou da crise...”.
Nesta semana, pense nisso. Faça uma autocrítica do seu comportamento e visão empresarial frente à “crise”.
Sucesso!




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