| Rafael Andrade
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A Polícia Civil de Armazém deve iniciar, hoje de manhã, as investigações de uma suspeita de estupro contra um menino de quatro anos, que teria ocorrido neste sábado à tarde, pelo próprio pai da criança.
O caso indignou todas as pessoas que tiveram contato com a vítima desde o possível crime. Médicos, enfermeiros e familiares do menino estão chocados com a suspeita da atitude do pai, que é empresário em Armazém do ramo de madeireira. O homem investigado tem 47 anos e quatro filhos, três do primeiro casamento. A mãe da vítima, 39, está separada dele há alguns meses por suspeitar de abusos contra o filho do casal e outros dois adolescentes filhos dela, de 13 e 15 anos, mas ainda mantinha um acordo judicial de acordo com o qual o suspeito do crime poderia pegar a criança nos fins de semana.
E teria sido justamente na visita deste fim de semana que ele teria praticado o estupro. Segundo relatos da mãe do menino, ele o entregou no fim da tarde de sábado dizendo que a criança estava machucada. Ela o questionou perguntando onde e como ocorreu, afirmando que lhe deu o filho em perfeitas condições de saúde. O ex-marido foi embora, ela começou a conversar com o filho e percebeu um sangramento contínuo em seu ânus e forte assadura em seu órgão genital. Ela correu para o Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, onde o menino foi medicado, passou por vários exames e tomou remédios contra doenças sexualmente transmissíveis. O menino segue internado, sem previsão de alta, pois ainda deverá passar pelo acompanhamento de uma psicóloga.
O laudo pericial completo, expedido pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) de Tubarão, deverá ser anexado ao processo em 30 dias.
Investigações
O caso foi atendido em regime de plantão pelo delegado João Fleury Castilho, na Delegacia da Criança, do Adolescente, de Proteção à Mulher e ao Idoso de Tubarão. “No entanto, o fato teria ocorrido em Armazém e já encaminhei o processo para lá”, informa Fleury. Agora, o responsável pelas investigações da suspeita de estupro é o delegado Marcelo Bittencourt. O Ministério Público tubaronense também já foi acionado pelo Conselho Tutelar, que atendeu a ocorrência. A Polícia Civil poderá fazer o pedido de prisão temporária do pai a qualquer momento. |