Rafael Andrade
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Após duas semanas de recesso para mais de 1,6 milhão de alunos das redes estaduais e municipais em todo o Estado, o segundo semestre letivo inicia hoje. A famosa parada de julho não foi prejudicada, como no ano passado, devido à greve dos servidores do magistério.
Somente na região, quase 50 mil estudantes entraram em férias. Eles voltam às salas de aula para mais 110 dias de aula. Na rede estadual de ensino, onde está concentrada a maior parte dos discentes, 700 mil retornam às escolas.
O descanso não se estendeu a gestores e professores, os quais participaram de cursos de formação continuada, webconferência e discussão da proposta curricular local e das políticas nacionais para a educação básica. “Somente na rede estadual, 47 mil professores, entre efetivos na ativa e admitidos em caráter temporário (ACTs), puderam participar destes cursos durante uma semana e também usufruíram uma semana de descanso”, lembra a diretora de educação básica e profissional, Scheilla Maria Marins.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) prevê a garantia dos 200 dias letivos. Para a diretora da Escola Visconde de Mauá, Mônica Rech Soares, o recesso de julho é uma maneira do aluno e do professor se prepararem melhor para a segunda etapa do ano, considerada mais puxada que a primeira. “Para isso, realizamos alguns cursos e palestras para os educadores de nossa escola, justamente para dar garantia à qualidade do trabalho”, reitera Mônica.
Nas férias
A vendedora Patrícia Damásio, de Tubarão, precisou de criatividade para garantir os cuidados de seus dois filhos durante o recesso escolar de julho. “Nestas férias, tive que contar com o apoio de parentes para ficar com eles e poder ir trabalhar. Além disso, fiz questão de acompanhar todos os trabalhos desenvolvidos em sala de aula, desde o início do ano letivo, e notei o avanço no aprendizado”, comemora. |